Sempre tentamos produzir videozinhos, mas isso
raramente se mostra uma coisa simples...Aproveitamos para lançar logo 2 de uma só
vez. Esperamos que gostem!
A natureza aqui é viva e conversa com quem por aqui passa ou permanece.
Andaman Islands são o pico de uma cordilheira que nasce em Miamar (Burma) e mergulha mar adentro; um pedregulhão rochoso que só sobe para respirar quando se chama de Andaman e Nicobar Islands.
E quando a vista insiste em ser exuberante e seus olhos acham que estão tendo alucinações, perceba: são apenas as conchinhas indo dar um volta. Patinhas de fora, vão dar uma esticada até o mar, cavucar a areia.
Do que se tratariam seus interesses tão urgentes?! Calma, amiguinho, pra quê a pressa!
Fernão Capelo Gaivota me fez acreditar que mais do que comida os animais ficam o dia a buscar. Pessoalmente, acho que eles têm inquietações tão pertinentes à vida andamanense que nós, turistas- gringos-grandes-esquisitos não entenderíamos.
Confesso que ganhei dias e dias com uma câmera tentando captar seus pensamentos... e olha que consegui!!!!!
*eu dedico este video à minha amiga amada Marcela, que de Mar é feita, que nem eu Mar...ia.
areia from João Maia on Vimeo.
E tão natural para mim estar dentro de um
teatro... E um lugar onde me sinto totalmente a vontade. Mesmo aqui, na
distante Kerala, a presença de um palco, os cheiros de maquiagem e o silêncio
respeitoso são os mesmos. As apresentações de Kathakali foram reduzidas em duração,
de seis horas para noventa minutos. Elas deixaram seu lugar original, os
templos, e agora se vendem para gringos em pequenos teatrinhos espalhados pela
deliciosa Fort Kochi. No folheto até os indianos aprendem um pouco mais sobre o
Mahabharatta, épico basilar de sua cultura que nem sempre e conhecido muito a
fundo. Agora os atores se maquiam no palco enquanto os turistas curiosos tiram
fotos. As apresentações acontecem todo dia, neste em que fomos haviam mais de
vinte pessoas conosco no pequeno teatro, embora algumas não tenham resistido
até o fim do curto espetáculo. Sinceramente, essas adaptações me parecem
justas. São as estratégias que essa forma de arte tão antiga precisou assumir
para sobreviver.
Em se tratando de Índia, só homens estão sobre o
palco, é claro. Mesmo assim, aqui há uma androginia que não se encontra com
facilidade pelas ruas. Uma aceitação tácita do feminino que é condição
sinequanon para o teatro. As cores que adornam suas caras são simples, esse
teatro é uma arte tão antiga que não pode se render à grandes complexidades. Em
sua simplicidade desconcertante, em sua pobreza, encontramos terreno fértil
para o lúdico. No Kathakali isso fica tão evidente! Papel e pigmento ainda são
a matéria prima da Magia, assim como eram quando ele foi criado. Não ha iluminação
e a música é toda feita na hora. Não e à toa que Grotowsky achou nesse seu
teatro seminal. Viva a dança dramática tradicional!
kathakali from João Maia on Vimeo.
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românticas, apaixonadas, engraçadas e bagunceiras. Arranharam todo o chão da praia e depois tiraram a casquinha no Mar!...ia! Superbacana texto-imagem-ação-o-teatro-dança-Kathakali. Kerala das conchinhas numa prece na Terra, entre o azul céu e o azul do mar. Maneiríssimos.
adorei o forró indiano!!! maravilhoso! aliás, o teatro de vcs na praia estava bem melhor q o indiano-árabe, vcs nao acharam?
ResponderExcluirbjs
titia
Sim, o teatro da praia é infinitamente mais bonito...
ResponderExcluirbjs, Dadá
nossa, é estranhamente maravilhoso tudo...msa volta logo
ResponderExcluire tudo muito bem escrito!!! NUSSAAAAAAAA
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